quarta-feira, 23 de novembro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Reclame – Uma Estória de Amor


Agora vou falar de algo que eu estava louco pra falar. Do espetáculo ”Reclame – Uma estória de amor”. Fui assistir o espetáculo convidado pela diretora Miriam Vieira, já preparado para algo diferente e como sempre gostoso de assistir.
E ao começar o espetáculo já fui surpreendido pelo elenco que cantando, recepciona o publico a entrada do MISS – Museu da Imagem e do Som, no teatro Municipal Brás Cubas, que é onde acontece o espetáculo.
E mais uma vez, a diretora prova que é a melhor, surpreendendo ao publico, que lota o MISS em todas as sessões, ocupando o espaço misturando publico e espetáculo. Os lugares na platéia estão dispostos de todo jeito em todas as direções, fazendo as vezes o espetáculo acontecer atrás de você, ou ao lado ou ainda, algum personagem se apoiar em seus ombros ou falar diretamente com você. E é desse jeito que a magia do radio acontece.
Para mim, deve ser a mesma sensação que minha mãe, minhas avós e minhas tias tinham ao ouvir as novelas no rádio. A de que os personagens, as locuções, os cantores e os comerciais estão todos ali, na sala, andando perto da gente, vivendo e compartilhando suas emoções. O publico da maior idade é quem mais se delicia com as lembranças das canções do cantor Silvio Caldas, por exemplo, e também com a trama leve e com sabor de novela antiga e com os jingles, os reclames, que brotam a todo instante.
O elenco excelente foca as interpretações na pronuncia exagerada dos velhos tempos, trazendo para a expressão corporal, tornando um espetáculo leve de se ver e essencialmente nostálgico. Impossível não se emocionar ao ouvir os comerciais de Gumex, Kolynos, Grapette só para citar alguns, me trazendo lembranças de uma infância gostosa e esquecida.
Por alguns minutos fui transportado para a era de ouro do rádio numa viagem no tempo. Um tempo gostoso e lúdico que eu não conheci e o que conheci não me lembrava mais.
É um espetáculo sem pretensões, que conta de forma envolvente e engraçada a estória de uma família que se confunde com a de um estúdio por meio das propagandas comerciais. Ambientada entre as décadas de 30 a 90, a peça conta a estória de Loudes, Rodolfo e Janete, que motivados pelos meios de comunicação e, principalmente, por jingles de reclames comerciais, formam um triangulo amoroso, no qual as alegrias e as decepções de natureza humana são destacadas pelos mesmos.
Reclame é a vida de todos nós. Resgata costumes e tendências, destacando o trabalho de artistas e comunicadores brasileiros. É o papel da propaganda em nosso cotidiano. É uma estória de amor para com o Brasil, o rádio e a TV. É a estória de amor das nossas vidas.


Reclame – Uma Estória de Amor
Texto: Sergio Manoel
Direção musical: Nailse Machado
Direção geral: Miriam Vieira
Cia. Teatral Cenicomania – Elenco:
Fabio Prado, Emanuella Alves, Roberto Santos, Sérgio Manoel, Guilherme Silva, Cristina Ribas, Cristina Moda, Rinaldo Sant’Anna e Marcio Dias.

SERVIÇO:
Reclame- uma história de amor
De: Sergio Manoel
Direção: Miriam Vieira
Sábados as 21h
MISS -Térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão ( Teatro Municipal de Santos)
Av: Pinheiro Machado 48- Vila Mathias
Ingressos: $ 20 inteira $ 10 meia ( bilheteria aberta nos dias de espetáculo a partir das 18h)
Lotação: 40 lugares por sessão
Informações: 13 9134-0713

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Biblioteca Magica, de Amauri Alves.



Estréia nesse fim de semana o maravilhoso espetáculo infantil “A Biblioteca Mágica”, cuja préestreia , terça dia 24, tive o prazer de conferir. O espetáculo que comemora 20 anos em cartaz, continua com a mesma energia jovial do começo. Não é só um espetáculo para as crianças, é um espetáculo das crianças. Pois interage com a criançada o tempo todo, fazendo com que participem, escolham estórias e até mesmo contracenem com os personagens, estimulando não só a fantasia e o gosto pela leitura mas também a criatividade delas que meio sem saber, são conduzidas e participam criando uma estória, eis ai a sacada genial do grupo.
O Grupo Malucolengos dos irmãos Amauri e Marcia Alves, reúne atores e bonecos com temática relacionada ao incentivo à leitura.
A “Biblioteca Mágica” começou como um projeto encomendado pela Secretaria da Cultura de Santos , em 1991, para divulgar a biblioteca móvel da cidade, que em um ônibus, percorria os bairros e as praias. De lá pra cá já se apresentou em mais de 250 cidades para mais de 500 mil pessoas. Foram muitos festivais no Brasil, na Colômbia e em Portugal .
Com um cenário super bem bolado, o espetáculo conta a estoria de um mago que possui uma biblioteca encantada que surge apenas quando as crianças desejam ler um livro. Pronto, é o que basta para começar uma viajem super divertida com direito a muitas participações dos baixinhos da platéia que não hesitam em nenhum instante em participar das bagunças do Mago dos Livros, seu assistente engraçadissimo chamado Clóvis, o Grande Livro, uma bruxa muito malvada e maluca e ainda muitos personagens animados que garantem a diversão e o alto astral. Saí do teatro leve, com a vibe da criançada nas alturas.

A Biblioteca Mágica.
Texto, direção e cenografia : Amauri Alves
Elenco : Amauri Alves - Mago dos Livros, Grande Livro e Sapo.
Beto Vieira – Clovis, A Princesa e Monstros.
Fernando Rino – Padre, Bruxa, Cobras e Monstros.

QUANDO : 28 e 29 de maio – Curta Temporada.
ONDE : Teatro Municipal Brás Cubas, av. Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias – Santos
PREÇO : 20,00 inteira, 10,00 meia.
HORARIO : 16 hrs.

domingo, 3 de abril de 2011

A Arte de Luiz Fernando Almeida, A dama da noite.


Sempre gostei de Caio Fernando de Abreu. Meu primeiro contato com ele foi através do livro “Morangos Mofados “ que veio parar nas minhas mãos por obra e graça de minha tia, irmã caçula do meu pai, única mulher numa ninhada de cinco homens. Era rebelde por excelência e sempre me incentivou a ler e a gostar de musica. Achei aquele cara o maximo falando de umas coisas de alma que eu não entendia. E mais ainda, falando sobre amor entre homens e o preconceito das pessoas e a vida em relação a isso tudo. Os sentimentos viscerais, urgentes, desesperadamente loucos e gangrenosos. Aquilo tudo me afetou de uma porrada só. Não entendia muitas coisas do que ele dizia ainda, mas batia. Batia de uma forma irreversível, moldando um pouco meu caráter e minha forma de ver o mundo. Tempos depois li ”Onde Andará Dulce Veiga?” e era o mesmo jorro de palavras com sentimentos fortes e um tanto sombrios. Fiquei fascinado, tentando passar isso pro papel, querendo eu mesmo começar a escrever e também a querer identificar meus anseios, sentidos e palavras que buscava pra poder dizer um monte de coisa como aquele cara dizia, enchendo paginas e paginas de uma paixão frustrada e perdida. A tristeza sempre me fascinou.
É com o maior orgulho que vejo hoje numa pagina inteira do jornal “A Tribuna” a matéria sobre o espetáculo “a Dama da noite” conto de autoria de Caio Fernando Abreu, um monólogo difícil, com o meu amigo irmão LUIZ FERNANDO ALMEIDA, produzindo e atuando. Não pude ir aos ensaios pra poder matar um pouquinho a minha curiosidade, porque como todo operário das artes, o Luiz precisa de privacidade para criar e dar a luz sua loucura. É claro que ele não está sozinho nessa, está muito bem acompanhado pelo excelente diretor André Leahun que dispensa comentários, o figurino de Luiz Careca, da rede TV e irmão de longa data, cenografia de Dani Bevervanso e ainda projeções visuais do VJ Spetto. Tudo isso ajuda ainda mais o resultado do trabalho a ser o melhor, porque antes de serem todos profissionais muito competentes, são amigos, são uma família da qual tenho orgulho de fazer parte. Há quem diga que monólogos são chatos, são dificieis, que o publico não entende. Isso é puro conformismo e irrealidade, pura má vontade. Pois os monólogos são cheios de oportunidades incríveis do ator mostrar ao que veio, de palavra em palavra. Tenho orgulho da ousadia dele encarar essa e ousar tanto, apresentando um texto que é emocionalmente difícil e visceral ao extremo. Tenho orgulho por ser amigo de um cara que não para de trabalhar nunca a mais de vinte anos, e que resolveu mostrar que o teatro em santos pode deixar de ser amador sim, que é só ter a ousadia de sair do lugar comum, onde os outros artistas santistas se acomodaram e se jogar nesse precipício sem o mínimo pudor e medo. Porque teatro pra mim é isso. É se atirar num precipício e mostrar do que você é capaz. Sair da zona de conforto e encarar o desconhecido. Voar ou cair no esquecimento dos espetáculos sem graça e confortáveis, típicos dos atores que tem medo. Tipico dos que acham que o teatro santista será sempre amador e não ousam sonhar, não ousam quebrar todas as regras tolas e inviáveis que sustentam somente a vaidade dos falatórios e as opiniões ingênuas de quem também atua, mas tem medo de viver no palco, aquilo que reprimem em si mesmo. O Luiz já passou desse estagio, já escancarou a sua rebeldia de muitos jeitos, já desbundou, já quebrou muito a cara, já apanhou muito da vida, já conquistou muita gente, e agora vai tomar conta do teatro em Santos, que graças a ele, está aos poucos ressurgindo com vida e sangue novos. Eis ai o meu amigo. Amadurecido e pronto pra ‘bagunçar o coreto’ na cidade. Pronto para Caio Fernando de Abreu. Evoé.

Espetáculo : “A dama da noite”, um conto de Caio Fernando de Abreu, do livro “os dragões não conhecem o paraíso”.

Pré estreia na quarta feira dia 27 de abril na sala Plinio Marcos na Oficina Cultural Pagu - Cadeia Velha em Santos. com bate papo sobre a montagem e a obra do autor.

Quando : 30 de abril a 30 de julho
Onde: rua General Câmara, 99 (em cima da camisaria Estudante)
Horário : as quintas e sextas ao meio dia, entrada franca
Sábados, as 21hrs e domingos as 18hrs - 20,00 inteira e 10,00 meia

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

barbaridade. deputado diz que quem tem HIV deve morrer


Eu sei que talvez essa mensagem não tenha nenhum efeito. Mas, ao menos, nosso grito será escutado.
Jair Bolsonaro, deputado do RJ, fez as seguintes declarações para o CQC:

Monica Iozzi: Isso não é um pouco equivocado deputado? Porque aí a gente classifica um grupo de risco, não era melhor liberar pra todo mundo?
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): Acho válido ,tudo bem mas... usa quem quiser usar pô, isso é problema deles, se quiser pegar doença é problema deles!
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): ... porque depois vem aqui nas políticas publicas... dinheiro do povo pra tratar essa gente que contrai a doença nesses atos.
Monica Iozzi: (ironia)Então é bom que a igreja libere o uso da camisinha pra todo mundo pra esse povo que pega doença nao dar gastos para os hospitais públicos?!
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): (concordando) Sim sim, tem que se atender a quem num caso de infortunio contrai uma doença e não desse pessoal que vive aí tomando "pico" na veia ou vive na vida mundana e depois vem querer cobrar do poder público um tratamento que é caro...
Monica Iozzi: (ironia)Então o dinheiro público vai pra quem tem câncer, pra quem tem tuberculose... pra quem tem AIDS a pessoa que foi culpada por pegar ela que se vire!?
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): Concordo contigo...!
Monica Iozzi: Não, eu não acho isso, so to reproduzindo oque o senhor falou!
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): ...isso mesmo...
Monica Iozzi: Se não se cuidou...
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): (completa)PROBLEMA DELE!
Monica Iozzi: ...(ironia)Que morram!?
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): (insiste)PROBLEMA DELE!

COMO ALGUÉM ASSIM PODE ESTAR REPRESENTANDO O POVO BRASILEIRO?

Então, como iremos protestar?

O Dinho propôs o seguinte:
- Vamos entrar no Site da camara pelo link
http://www2.camara.gov.br/participe/fale-com-o-deputado/fale_conosc...

- Enviar uma mensagem para qualquer deputado (EXCETO O PRÓPRIO JAIR BOLSONARO) dizendo uma mensagem prórpria ou copiando e colando o seguinte:
__________________________________________________________________________________
"Por favor deputado, faça seu protesto a favor da exoneração de Jair Bolsonaro ou, ao menos, um repúdio às declarações preconceituosas feitas por ele no CQC. Nós, soropositivos somos vítimas e não culpados. Nossa constituição garante o direito a saúde. Se você não compactua com essas declarações, por ser representante do povo brasileiro, POR FAVOR, não se omita.

Monica Iozzi: Isso não é um pouco equivocado deputado? Porque aí a gente classifica um grupo de risco, não era melhor liberar pra todo mundo?
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): Acho válido ,tudo bem mas... usa quem quiser usar pô, isso é problema deles, se quiser pegar doença é problema deles!
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): ... porque depois vem aqui nas políticas publicas... dinheiro do povo pra tratar essa gente que contrai a doença nesses atos.
Monica Iozzi: (ironia)Então é bom que a igreja libere o uso da camisinha pra todo mundo pra esse povo que pega doença nao dar gastos para os hospitais públicos?!
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): (concordando) Sim sim, tem que se atender a quem num caso de infortunio contrai uma doença e não desse pessoal que vive aí tomando "pico" na veia ou vive na vida mundana e depois vem querer cobrar do poder público um tratamento que é caro...
Monica Iozzi: (ironia)Então o dinheiro público vai pra quem tem câncer, pra quem tem tuberculose... pra quem tem AIDS a pessoa que foi culpada por pegar ela que se vire!?
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): Concordo contigo...!
Monica Iozzi: Não, eu não acho isso, so to reproduzindo oque o senhor falou!
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): ...isso mesmo...
Monica Iozzi: Se não se cuidou...
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): (completa)PROBLEMA DELE!
Monica Iozzi: ...(ironia)Que morram!?
Jair Bolsonaro- Deputado federal (PP-RJ): (insiste)PROBLEMA DELE!
___________________________________________________________________________________

acho uma barbaridade que um deputado tenha esse tipo de opinião. é por causa de ignorantes como esses que o pais está como está. onde iremos parar, por favor divulguem isso. não deixem esse homen impune.

sábado, 16 de outubro de 2010

A volta de "O que terá acontecido a Rosemary?"


O maravilhoso espetáculo “O que terá acontecido a Rosemary” está de volta em curta temporada no mesmo local. No foyer do Teatro Municipal de Santos, onde está montado o cenário, um grande camarim onde acontece a vida, os conflitos e todas as loucuras de Mammy Blue (Luiz Fernando Almeida), Betty Blue (Junior Brassalotti) e Rose Blue, a Rosemary (Kadu Veríssimo).
O texto de autoria de Kadu Verissimo, narra a estoria de Rosemary Blue, irmã mais velha da estrela mirim Betty Blue, que é a preferida da mamãe, canta, dança e interpreta, tornando-se uma celebridade aos oito anos de idade. Rose Blue, mais velha, gorda e desajeitada, rejeitada e oprimida pela mãe e pela irmã, frustrada e morta de ódio das duas, decide: Vai embora, desaparece e cai no mundo mas antes de ir avisa – um dia voltara para matar Betty. Eis ai os ingredientes da nova tragicomédia multimídia dirigida pelo excelente André Leahun que volta a cartaz com força total prometendo mais risadas.
O cenário, um grande camarim, serve de fundo para os devaneios das irmãs loucas e a mãe cruel que faz de tudo para que a filha Betty Blue tenha do bom e do melhor enquanto para Rosemary sobram as farpas, os xingamentos e as humilhações. Até quando ela decide se vingar e é aí nesse momento que você vai saber 'o que terá acontecido a Rosemary'.
O texto profundamente psicológico, diga-se de passagem , é uma parodia, inspirado em filmes clássicos como “A malvada” e “Crepúsculo dos deuses”, e as interpretações calcadas em atores vestidos de mulher dá o tom certo entre o besteirol e o humor inteligente e rápido do excelente elenco. O diretor André Leahun mais uma vez mostra o quanto é genial e junto com o elenco certo e competente, consegue nos divertir e nos fazer pensar ao mesmo tempo, provando mais uma vez porque é um dos melhores diretores de espetáculos da baixada santista.
Vale a pena ver de novo e quem não viu faça o favor de correr pra ver, antes que os imitadores comecem a aparecer.

“O que terá acontecido a Rosemary?”
Elenco
Kadu Veríssimo
Junior Brassalotti
Luiz Fernando Almeida

Direção André Leahun

Apoio Cultural: PointNet, Pizzaria Kokimbos, Caliman,Associação Amigos da Cultura, A Mineira Pao de Queijo, Santos City, Associação Afroluz, Secretaria Municipal de Cultura de Santos, Prefeitura Municipal de Santos.

Serviço
Teatro Municipal de Santos (Foyer 1o. piso)
Sabados às 21h
Domingos 20H
Ingressos: R$ 20,00 (inteira),
R$ 15,00 (lista de desconto),
R$ 10,00 (Classe Artística, estudantes e idosos)

sábado, 14 de novembro de 2009

A arte de 'Quando os olhos se fecham'.


O teatro de arena Rosinha Mastrangelo é o único teatro de arena no mundo, que é quadrado. Ao entrar para assistir ‘Quando os olhos se fecham’ sempre me vem essa lembrança na cabeça. E por ser um teatro de arena quadrado exige-se muito mais esforço do diretor e do elenco. São poucos os que conseguem. A diretora Miriam Vieira, que já é escolada nesse palco, não teve dificuldade alguma em aproveitar todo o espaço do teatro (inclusive lá fora) para cenas, entradas e saídas dos personagens, de forma criativa, levando em conta as péssimas condições de total abandono do teatro, que contribui por si só com a atmosfera lúgubre da peça. Assim que a porta da entrada se abre, ouve-se aquele rangido sinistro, tão característico das portas que se abrem nos filmes de terror.
Ainda por ser um teatro de arena quadrado, o que se ve num lado não se ve no outro. Os olhos, a boca, a alma do personagem ali pertinho de você na platéia. Dependendo do lugar onde você se encontra, pode de repente tomar um susto com alguém saindo debaixo da platéia, ou ainda corre o risco de tomar uma “espirrada” de um personagem ou ainda ser “convocado” para varrer a funerária enquanto o funcionário preguiçoso dorme no seu lugar. E quem está de frente, assiste a tudo isso.
Por isso recomendo que se assista a peça varias vezes, e em todas sentar em um lugar diferente e assistir a cada vez uma peça diferente. São atores geniais que sob a melhor direção, dão tudo de si em cena para que o publico se divirta, vivendo seu melhor momento, encenando a mesma estória todas as noites de sábados e domingos e sempre a cada vez de forma diferente e magica, como só no teatro se faz. Quem ainda não foi não sabe o que está perdendo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Escrever.


Aos lesados que se aventuram a escrever, um aviso: é difícil. É muito difícil escrever. Expressar o que se sente sem cair na mesmice dos pensamentos e sentimentos alheios alienados de quem não tem o que dizer e diz mesmo assim. A verdade contida nas frases de todos os blogs da internet, são validas somente se forem colocadas como ponto de partida de um começo de conversa. E pra começo de conversa, não se precisa gostar de escrever. Não é esse o conceito. E nem o medo de não gostarem do que você diz. É sim, precisar escrever. Se você é inquieto, sombrio e está sempre agitado, insatisfeito com o que há a seu redor você está pronto. Não é mera coincidência você estar assim, nesse estado, nesse momento no século vinte e um, é antes, uma fatalidade. Pois, ao se aventurar a escrever. Você terá que arrancar de si tudo aquilo que tem medo de revelar, tudo aquilo que não gosta. O sombrio é a verdadeira face do autor. Mesmo nas comedias infames, nos romances idiotas, nos poemas, nas crônicas, nos diários, nos depoimentos na delegacia, em qualquer lugar onde haja alguém tomando nota, observando, escrevendo, contando, revelando a alma de alguém ou algo, o fato é que, é sempre dolorido e mortal escrever. É um combate sem fim entre a vontade própria e a insanidade de se dizer algo sem mesmo saber por que se quer dizer. Escrever é solitário e dolorido e não tem nada de bom ou nobre nesta vida, nesta arte. É um fardo com o qual muita gente não conta e ainda assim se supera revelando coisas da alma que surgem como que para revelar ao mundo que as palavras são capazes de tudo. Até mesmo de calarem.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quando Os Olhos Se Fecham

essa é a chamada do espetáculo da cia. confraria teatral, da qual tambem faço parte, agora como dramaturgo. esse espetáculo fez muito sucesso na decada de oitenta, com meus amigos Luiz Fernando e André leahun. A algum tempo os dois estavam pensando em remontar o espetaculo, só que o texto original havia se perdido, só existe uma cena. Então fui escalado para "adaptar" o texto, agora repaginado, com estorias e situações novas, e tb novos personagens e direção da espetacular Miriam Vieira. Será minha estreia como dramaturgo. estou me divertindo pacas.
a estreia do espetaculo está prevista para dia 31 de outubro.
conto com todos aqueles que torcem por mim.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Leona A Assassina Vingativa 3 - A Aliança Do Mal.

Gente eu amei essa novelinha. Foi dica do meu amigo Luiz Fernando Superbacana. Divirtam-se.

terça-feira, 7 de julho de 2009

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porque todo esse circo para um funeral? para quê querem ganhar dinheiro em cima do defunto? poderiam, para completar a palhaçada, vender um souvenir, tipo a peruca, um dedo, o nariz falso, as mãos, dente, lingua, costela, nádega, pulmão, penis sei lá, dava um dinheirinho a mais e o cliente teria um legitimo objeto de pop art em sua sala, não entendo esses canibais, não vão fundo em sua ganância. amadores, né não gentes?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bye Michael.


Você brilhou como ninguém jamais fez, nos deu musica, alegria, diversão, estórias loucas, tudo o que um pop star deve ter de bom no currículo. Me ensinou que mesmo uma carapinha bem alisada, ficava um luxo com gel.
Foi muito injustiçado e atormentado, mas tenho certeza que mesmo essas coisas ruins daqui agora vão valer a pena pra você aí nesse lugar tão bonito onde você se encontra agora, rindo de todo esse circo que começa hoje, a macacada toda brigando, a ganância dos outros como sempre querendo tirar um pedaço seu. Qual parte do corpo você acha que eles vão comer primeiro?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

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Grace Jones - William's Blood no programa parisiense Le Grand Journal........dispensa comentarios.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

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Caminhos estranhos esses dias. Umas coisas malucas que acontecem de repente, umas vontades doidas que deixam o coração da gente aos pulos. São os ventos da mudança atiçando o meu intimo sacudindo toda a energia acumulada e rejeitada nos últimos tempos. A vida se transmutando aos poucos, os sentimentos as emoções tudo girando misturando na roda. As lembranças as sensações tudo se perdendo, tudo o que não é do coração. Purificação e descarga. Estou sempre querendo mais armadilhas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

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Sou Cristina.
A do filme do Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, a que não tem medo de arriscar tudo pra viver uma paixão, sem medo de deixar rolar o tesão que devora e apaga qualquer juízo da nossa cabeça. Paga pra ver qual é, descobrir o que quer de verdade para si. O que no fundo busca meu coração? Você já se fez essa pergunta? Ela sofre com todo o coração quando se desencanta e continua firme, pois sabe com toda a certeza das lições que só a dor nos dá, o que não quer. Eu me identifico muito com ela. Na aparente postura ingênua de confiar em todo mundo e ao mesmo tempo esperar que sejam boas pessoas. Esse risco que se corre é muito perigoso, essa escolha.
Mas é assim mesmo com quem não tem medo de arriscar o coração, a sanidade e às vezes até a alma. Não só numa paixão, mas numa amizade, num casamento, numa relação qualquer onde você não enxerga os defeitos de ninguém, apenas ama, e os caminhos que essas estórias às vezes tomam são os mais loucos e surpreendentes possíveis. É tudo ou nada. Comigo é assim, sempre gostei de me atirar em precipícios.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

...


Pois é meus queridos dois leitores, eis me aqui de volta depois de uma longa temporada viajando por dentro de mim mesmo. Dando um tempo, dando um jeito, desprezando certos padrões de comportamento que agradam aos outros, vivendo por conseguir aprender e a mudar o que se precisa. Eu e meus amantes psicóticos. Patologicamente perturbados, emocionalmente instáveis e autodestrutivos, ainda assim com um tesão louco agressivo, uma paixão insana, uma ânima claríssima como o gelo e sem medo algum de se jogar comigo nesse abismo que escolhi me atirar. Diz-se que os loucos, os desequilibrados são os melhores amantes na cama. Somos todos salvavidas uns dos outros, podemos escolher entre satisfazer os desejos e acalmar a alma ou ficar parado querendo algo que não existe para nós. Não adiantam, análises, processos, amantes ingênuos, buscas tolas, centros espíritas, macumbeiros, terapias alternativas, yoga, academia, mudar de academia, mudar o cabelo, viajar, perder a barriga, mudar o cardápio, correr na praia, fugir, pegação, ciganas, astrólogos, bruxaria, vudu, forças do mal o que seja, não adianta nada, quando não se consegue fugir de si mesmo. Sempre tenho esse sonho: estou caindo. Uma queda rápida, assustadora e vertiginosa, a única sensação que tenho é esse medo do impacto no chão a qualquer instante, sem saída. Devorado por esse medo eu penso, foda-se, e então no exato instante acordo assustado num tranco, parecendo que caio na cama. A sensação é bem real. E é a mesma que sinto agora. Só não sei se vai ser bom quando eu acordar. Mas quer saber? Foda-se.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salve Jorge!




Essa canção, que se nota na letra a oração forte à São Jorge, foi composta por Jorge Ben no inicio da década de 70 e ficou muito conhecida. Essa versão do Caetano Veloso, não é aquela chata do cd 'Prenda Minha'. É a versão gravada em estúdio, lançada no maravilhoso disco 'Qualquer Coisa" em 1975. Essa versão é a minha predileta, com os excelentes musicos Perinho Albuquerque no piano, Fernando Leporace no baixo, Enéas costa na Bateria, Hermes Cortesini na percurssão, as meninas do Quarteto em Cy nos vocais, Frederiko e o proprio Caetano nos violões.

Jorge Sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque
Também sou de sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus unimigos tenham pés e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo mesmo um pensamento eles possam ter para
me fazerem mal

Armas de fogo
Meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebemtem
Sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido
Com as Roupas e as armas de Jorge
Jorge é de capadócia
Salve Jorge, Salve Jorge...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Caetano Veloso - Cavaleiro de Jorge


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com



Essa semana dia 23 comemora-se dia de São Jorge o Padroeiro do Brasil, nada mais justo que postar algumas das muitas canções compostas em homenagem ao Santo, que por si só já é charmoso, com tanto poder e seguidores. Salve Jorge que vem chegando!

sábado, 18 de abril de 2009

De pé.



Alô para todos os meus dois leitores, estou aqui para dizer que estou vivo muito vivo pra cachorro, só eu com meus botões de carne e osso computador atrasado nas esferas do tempo. Como todos vocês sou eu quem sabe o quanto estou vivo e sinto que o espírito aprende e assimila tudo emocionalmente. Mas tudo passa primeiro pela mente. Aqui no hospício dos terráqueos a coisa anda muito feia. A ignorância e a corrupção já são culturais, como dizem por aí, e temos muitas televisões e nada de cultura. Os ventos do atraso levaram tudo. Os homens ruins estão comandando a massa que distorce seus sentimentos, em prol das necessidades egoístas. Cada um por si. Deus por nós. Salvem-se quem puder. Essa semana dia 23 comemora-se dia de Ogun na Umbanda, que é São Jorge dos católicos, que já se aproxima com seu grande exército exigido justiça e defendendo quem merece. Salve Ogun.